CPI MOSSORÓ

Sexualidade

        A sexualidade é uma função humana complexa e difícil de se entender. Ela se manifesta de modos diferentes nas pessoas e passa por um processo de evolução durante as diversas fases da vida.

        Atualmente considera-se a sexualidade não só como uma função para fins de reprodução, mas também como uma forma de comunicação entre as pessoas. Isso é o que contribui enormemente para o desenvolvimento der uma vida sexual saudável e sem conflitos. Esta, por sinal, é influenciada pela educação recebida e pela experiência vivida durante a infância e a adolescência. Nesse  sentido são importantes as experiências positivas que acompanham o crescimento, tias como: os cuidados com o corpo; a satisfação das necessidades básicas, como a fome e o sono, por exemplo; o contato corporal com outras pessoas; o relacionamento de carinho com os pais e a aceitação do próprio corpo.

        Em alguns momentos entre os 10 e os 13 anos (para alguns mais cedo, para outros mais tarde) o corpo da criança começa a se modificar. É natural que nesse período a curiosidade a respeito do sexo se acentue, culminando em muitas perguntas, muitas vezes embaraçosas para os adultos.

        De qualquer modo, para o bem-estar e o desenvolvimento de uma boa vida sexual, e inclusive para a manutenção da saúde, tanto para os jovens como para os adultos, o essencial é estar bem informado.

 

Há diferenças entre Homens e Mulheres?

        Durante muitos séculos a sociedade ocidental reservou ao homem e à mulher papéis diferentes. Esperava-se de cada um, além de suas funções - o homem provedor, a mulher procriadora -, um comportamento emocional diferenciado: ao homem não era permitido o choro; ele devia ser "durão" e tinha mais liberdade; a mulher devia ser delicada, dócil e lhe era permitido a emotividade.

        A sociedade moderna aproximou bastante o comportamento emocional e os papéis: muitos homens, hoje em dia, compartilham com a esposa as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. E grande parte das mulheres contribuem no orçamento doméstico, indo trabalhar fora.

 

Da infância para a Adolescência

        A passagem da infância para a adolescência é uma questão de produção de hormônios. Durante a infância o corpo produz hormônios, mas em níveis muitos baixos. As mudanças da adolescência começas em um  local chamado hipotálamo. Quando o hipotálamo esta suficientemente desenvolvido, começa a produzir hormônios para uma outra glândula do cérebro, chamada hipófise, que por sua vez desencadeia um intenso processo de produção hormonal no organismo. A liberação de hormônio pelo cérebro tem uma outra conseqüência que não se vê, e q é a mais importante de todas. Dois dos hormônios produzidos pela hipófise, conhecidos pelas siglas, FSG (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio folículo luteinizante), promovem o desenvolvimento tanto dos ovários nas garotas quanto dos testículos nos rapazes.

 

O ciclo menstrual

        A partir da adolescência o aparelho reprodutor feminino passa a ter um ciclo menstrual, relacionado com a produção dos ovários e controlado pela liberação dos hormônios no organismo.

        Isso passa a acontecer a qualquer momento entre 8 e 15 anos - em média 12,5 anos -, em geral aproximadamente de 6 meses a um ano após o desenvolvimento dos pêlos axilares.

        O ciclo menstrual compreende uma série de acontecimentos no corpo, e a menstruação - o fluxo de sangue resultante da desintegração da mucosa uterina - é  apenas um dos momentos dele, podendo durar de 3 a 7 dias.

        A duração total do ciclo menstrual depende de cada organismo. Pode variar de 20 a 35 dias, de mulher para mulher, e até na mesma mulher, de mês para mês. Nem toda mulher tem ciclo regular.

        Nos primeiros meses é normal haver atrasos ou adiantamentos da menstruação, afinal, o organismo ainda está se adaptando a este ritmo. Não há necessidade de medicamentos reguladores.

        Alguns dias antes da menstruação é comum a mulher sentir um pouco de cansaço, e as mamas ficam inchadas e doloridas. Pode haver também um pequeno aumento de peso, variações na temperatura do corpo e mau humor. São sintomas normais da tensão pré-menstrual (TPM), que melhora no primeiro dia do fluxo. A TPM na adolescência ocorre somente em cerca de 5% das garotas e manifesta-se principalmente através de instabilidade ou crise de isolamento e depressão.

    

O aparecimento de espinhas na puberdade

        As mudanças hormonais, tanto nas meninas como nos meninos, provocam uma maior atividade das glândulas sebáceas, que produzem o sebo (substância oleosa encontrada na superfície da pele). Esse aumento aumento de secreção pode tornar o sebo mais grosso e obstruir os poros da pele, surgindo daí as espinhas e os pontos pretos. Este material pode servir de "alimento" para bactérias que provocam a dor e vermelhidão característicos destas lesões de pele. Nessa fase, deve-se aumentar os cuidados com a pele, higienizando-a com freqüência. Não se deve espremer as espinhas, para evitar inflamações e marcas indesejáveis no rosto. Quando o aumento da espinha for muito grande, deve-se consultar um médico.

 

Masturbação

        É o ato de auto-excitação e acariciamento, que provoca satisfação sexual e pode levar ao orgasmo. É praticado em todas as idades idades, mas é a partir da puberdade que passa a ser mais freqüente. Nos homens é acompanhada da ejaculação.

        Antigamente a masturbação era considerada um ato obsceno. Há muitas histórias sobre as coisas que se acreditava que aconteciam com as pessoas que se masturbavam: que elas ficavam cegas, que cresciam pêlos nas palmas das mãos, etc. Isso tudo é fruto de preconceito.

        Sabe-se, hoje, que a masturbação é um fato normal, pois é uma forma de preparação para as atividades sexuais com uma outra pessoa, além de ser objeto de auto-conhecimento.

 

A primeira relação

        Embora se busque exclusivamente o prazer, a primeira relação sexual nem sempre é bem-sucedida. Do rapaz se espera que saiba o que fazer durante a relação, e essa responsabilidade pode dificultar seu desempenho. A moça, muitas vezes, chega a esse momento cheia de dúvidas, temerosa da dor da ruptura do seu hímen e conseqüente perda da virgindade, ou ainda à espera de algo maravilhoso. Tais expectativas podem impedir que se chegue ao orgasmo.

        Não existe plano preconcebido para a primeira relação. Deve-se deixá-la acontecer naturalmente, desde que resulte do amadurecimento da vontade dos parceiros e tenham sido tomados os cuidados necessários para que não ocorra uma gravidez indesejada.

        Nunca a primeira relação deve ser mantida sob condições de violência, pois nesse caso se constitui uma forma de abuso sexual.

 

O início da vida sexual

        O adolescente se encontra numa fase da vida em que, provavelmente, terá início sua vida sexual ativa. Nesse momento, em particular, não é suficiente estar bem informado. Foi o que descobriu uma pesquisadora da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - com 760 alunos de 38 escolas públicas da capital e grande São Paulo.

        Dos estudantes pesquisados, 60% apontaram a camisinha como forma preventiva mais segura. Entretanto, somente 43% responderam que usam e 14% admitiram que usam as vezes.

        A contradição revela o problema: não basta somente conhecer a forma de prevenção. É preciso colocá-la em prática. O uso de camisinha se tornou obrigatória, mesmo com parceiros conhecidos. Afinal, ninguém conhece totalmente a vida íntima de uma pessoa com que se relaciona.

        A pesquisa mostrou que o jovem não age de maneira preconceituosa. Cerca de 90% não tomaria atitude discriminatória diante de colegas de escola infectadas pelo HIV. Ninguém vai pegar AIDS por sentar-se ao lado do colega infectado e por ser solidário a ele. Por se estar numa fase de desenvolvimento da personalidade e de definição da escala de valores, é na adolescência que as novas idéias encontram abrigo. O adulto já tem atitudes formadas sobre sua vida sexual e, portanto, mais dificuldades em assimilar na prática novos conceitos ou adotar comportamentos diferentes dos que normalmente ele apresenta.

        O adolescente tem, assim, um papel de grande importância no combate à AIDS e no controle da doença, em termo de futuro. É na adolescência que pode ocorrer a infecção pelo HIV, que futuramente, na idade adulta, manifestar-se-á como AIDS.

 

Sexo sim, gravidez não

        A iniciação sexual do jovem, em geral, ocorre de modo diferente,de acordo com o seu sexo.

        Os rapazes são incentivados a afirma-se como homens por meio do sexo. As moças são mais reprimidas e o sexo lhe é mostrado como uma perigosa fonte de problemas, entre os quais o pior é a gravidez. Geralmente, é com esses estereótipos que os jovens iniciam sua vida sexual, que, a princípio, não inclui necessariamente o ato sexual.

        Despreparados, na maioria das vezes os adolescentes não contam com ninguém que possa esclarecer as suas dúvidas. Então, só lhes resta enfrentar a realidade e aprender com ela.

        Antes do advento da AIDS, a iniciação sexual dos rapazes quase sempre se dava com as prostitutas. A possibilidade de contágio pelo HIV coibiu essa prática. Os rapazes agora estão preferindo relacionar-se com alguém que conheçam e de quem gostem. As moças, em geral, chegam à primeira relação sexual durante o namoro, que estabelece intimidade crescente entre jovens e culmina com o ato sexual.

        Se o que se busca é o prazer, isso não deve ser associado à culpa, pois o sexo e o prazer são necessidades humanas. O sexo é uma força que sacia o corpo e satisfaz nossos mais íntimos desejos de realização, e até  mesmo nossas vaidades. Fornece motivação para a vida e deve ser encarado como algo saudável, quando entre os parceiros existe respeito e preocupação com o corpo e os sentimentos do outro. Portanto, sexo é saudável quando existe responsabilidade.

 

Inibição sexual: É tão injusto...

        Você percebe que seu namorado está quase chegando lá. Enquanto isso, sua cabeça está em giro. E se eu não conseguir? E se ele achar que estou muito gorda? E se quiser que eu faça coisas estranhas? Essas ruminações provocam ansiedade, em vez de desejo, enterrando o seu prazer e, às vezes, o dele. Sabe-se que acreditar em si mesma é a chave do sucesso. Mas onde e como obter esse código secreto? A boa notícia é que ele está a pouca distância de você, para ser mais exato, está dentro de cada uma, basta apenas o momento e a pessoa certa para tudo acontecer naturalmente. O importante é não ceder a pressão do parceiro, caso não esteja preparada isso poderá acarretar graves traumas.

 

Tudo por um orgasmo

        Uma das muitas diferenças entre homens e mulheres está na maneira como sentem prazer no ato sexual. Os homens poderiam ser comparados a fornos de microondas: esquentam e esfriam muito fácil e rapidamente. E as mulheres ficam melhores quando comparadas a fornos a lenha, de aquecimento e resfriamento trabalhoso e demorados. Daí que, para que ambos façam coincidir seus termostatos e chegarem ao orgasmo, muita lenha tem que ser queimada. Na maior parte das vezes, cabe à mulher administrar todo o processo, para que ela mesma não fique a ver navios. Mas isso exige tempo e experiência. 

        Muitas optam por trocar de parceiro, viver experiências ousadas, avançar todos os limites. Outras preferem aguardar que o tempo lhes dê um companheiro estável e que inspire confiança. E algumas, ainda, caem na tentadora armadilha do fingimento, o que as obriga, em alguns casos, a passar a vida toda mentindo para si mesma.

        "O orgasmo, não importa a forma como for alcançado, é uma  experiência de prazer", diz a psicóloga Maria Tereza Maldonado. "Tudo é valido se for feito de comum acordo com o parceiro: masturbação, sexo oral, jogos eróticos. Esse aquecimento é muito importante. Ao sentir a urgência da penetração, muitas mulheres deixam de lado seu tempo de aquecimento, e isso dificulta o prazer."

        Segundo Maria Tereza, outra diferença importante do homem em relação à mulher é que o primeiro tem orgasmo centralizado no pênis, enquanto a mulher tem toda a pele como zona erógena, ou seja, todo o corpo. Isso permite que ela tenha vários tipos de orgasmo: clitoriano, vaginal, pelo estímulo do bico do seio e de várias outras regiões da pele. Aliás, uma das muitas dificuldades para que a mulher se realize na cama teve origem numa afirmação equivocada do pai da psicanálise, Sigmund Freud. Para ele, as que sentem prazer somente pela estimulação do clitóris teriam um orgasmo imaturo, enquanto o orgasmo vaginal seria maduro. Mais tarde, com o desenvolvimento da sexologia, verificou-se que essa diferenciação não é correta.

        Outro avanço importante tem a ver com o fato de o orgasmo feminino ter deixado de ser visto como sinal de devassidão, só conhecido por prostitutas e libertinas. Hoje ele é algo que valoriza a fêmea,  aponto de em muitos casos se estabelecer a tirania de que é preciso gozar. Tal imperativo gerou expectativas irreais na maioria das mulheres, que passou a caçar o clímax sem valorizar o prazer da convivência.

 

Porque os homens se masturbam mesmo quando tem uma vida sexual gratificante?

        A mulher decorou  o Kama Sutra e conhece a fundo todas as 2000 posições... Quando ele a acaricia sugestivamente, sua receptividade é total e absoluta. Daí, numa manhã fatídica, quando entra no banheiro para pegar o batom, você o flagra no chuveiro com... a mão na massa, digamos assim.

        Ao contar história do gênero, algumas mulheres não manifestaram preocupação. Outras deixaram escapar certa preocupação com uma possível perda de interesse dos parceiros. Uma, entretanto, me disse simplesmente: "Garotos vão ser sempre garotos. Se a masturbação realmente fizesse crescer pêlos na palma da mão, não haveria um só homem que precisasse usar luvas no inverno". Ela tem razão.

        A maioria dos homens casados ou comprometidos com quem falei admitiu se entregar à atividades ocasionalmente - ou até regularmente. O que se relevou mais interessante do que as confissões, porém, foram as muitas e altamente rebuscadas tentativas de explicação.

 

A anticoncepção

        A gestação pode ser desejada, mas ela é certamente inoportuna, pois atrapalha a evolução dos jovens.

        Certos cuidados são fundamentais para quem não quer ter filhos: são os métodos anticoncepcionais, ou seja, meios e técnicas que, se usados corretamente, impedem a concepção.

        Caso não se usem métodos anticoncepcionais, pode acontecer a gravidez. Quando envolve casais de adolescentes, a gravidez geralmente desestrutura suas vidas, trazendo graves conseqüências, como desagregação familiar, uso de drogas, inatividade, depressão, repetência ou abandono de escola. Esses casais nem sempre têm condições de criar os próprios filhos, que se tornam, freqüentemente, responsabilidade dos avós.

        Muitas vezes, quando a gravidez não é desejada pelos jovens e por suas famílias, recorre-se ao aborto. O aborto, exceto em casos de estupor e de risco de vida para a mulher, é proibido no Brasil e realizado freqüentemente em condições clandestinas e criminosas. Por isso, além de também estar participando de um crime, a maioria das jovens submete-se ao trabalho de parteiras e curiosos, não habilitados, e que colocam em risco sua vida.

 

Doenças sexualmente transmissíveis

        Ao jovem que inicia sua vida sexual é importante estar alerta e conhecer as chamadas doenças sexualmente transmissíveis (DST), que, como o próprio nome diz, podem ser adquiridas durante o ato sexual. Qualquer pessoa com vida sexual ativa, e que estiver desinformada a respeito das formas de contágio dessas doenças pode desenvolver uma DST.

        Essas doenças são também chamadas de doenças venéreas. São elas: Gonorréia, Sífilis, Clamidiose, Verruga Genital ou Condiloma, Herpes Genital, Tricomoníase ou Vulvovaginite, Hepatite B e a AIDS.

 

Abuso Sexual

        Ao lado de uma sadia atividade sexual, podem ocorrer casos sinistros de atividades sexual com violência, que constituem o abuso sexual, sendo suas vítimas mais freqüentes as crianças e adolescentes.

        Conforme Belsey (World Health Organization, 1993) a vitimização na infância pode ser classificado em quatro categorias distintas: o abuso físico, o abuso emocional,a negligência e o abuso sexual.

        Nenhuma outra imagem pode representar melhor o trauma físico e psicológico do abuso sexual na infância e na adolescências quanto a de um delicado cristal que se fragmentou. Tentativas de reparação poderão ser feitas, mas, por melhor que seja este trabalho, sempre restará uma fissura.

        Esta falha poderá ser de grandes proporções, levando às mais críticas conseqüências, ou minimamente perceptíveis, manifestando-se em certas ocasiões da vida.

        É de responsabilidade de todos, em uma sociedade organizada, preocupar-se com este doloroso capítulo da vida. Além das conseqüências físicas, as seguintes seqüelas são as mais freqüentes em casos de abuso sexual: Gestação indesejadas; Doenças sexualmente transmissíveis; Doenças inflamatórias pélvicas; Dor pélvica sem explicação; Depressão psicológica; Tendência suicidas; Distúrbios de personalidade; Bulimia e anorexia nervosa; Uso de drogas; Dor ao urinar sem causa física.

        Quadros de igual importância podem ser encontrados nos familiares dos membros que sofrem as conseqüências destes atos violentos.

        O auxílio às vítimas de abusos sexuais violentos consiste em imediato encaminhamento a um serviço capacitado, sempre lembrando que as vestes devem ser guardadas e estas vítimas devem ser orientadas para evitar banhos, urinar ou evacuar, o que prejudicaria a coleta de material importantes, do ponto de vista legal.

        O médico desempenha um importante papel na reparação das lesões, na profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis e nas gestações, além de acompanhamentos sorológicos futuros para excluir a infecção pelo HIV.

        Do prisma psicológico, a área mais seriamente afetada em casos de vitimação sexual na infância e adolescências é a da sexualidade. Os problemas nessa área costumam se manifestar algum tempo depois de um início de relacionamento comum novo parceiro.

        A abordagem terapêutica psicológica variará de acordo com a idade da vítima, da ludoterapia até a terapia convencional.

        O atendimento de assistência social consistirá em ajudar com questões concretas do cotidiano, além de permitir um espaço para que os pais possam extravasar suas ansiedades, sem um tratamento psicológico propriamente dito.

        Como pode-se compreender, as seqüelas físicas e psicológicas dos casos de abuso sexual na infância são extremamente sérias e necessitam para seu tratamento de profissionais de motivação extrema e de alta qualidade.

        Cumpre-nos implementar ações para que as condutas frente à violência sexual na infância sejam padronizadas, diminuindo desta forma traumas e permitindo que estas crianças sejam reconduzidas a um futuro digno.

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(Material retirado do NOVO ENSINO DINÂMICO

 DE PESQUISA, revistas CRIATIVA e NOVA )

 

 

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